Mais de 15 mil baleias visitam o litoral nesta temporada; saiba onde vê-las

Litoral do Brasil recebe mais de 15 mil baleias até novembro

Com início da temporada, mais de 15 mil baleias devem passar pelo litoral brasileiro até o mês de novembro  Sergio Moraes/Reuters
 
 

As férias de julho já estão acabando, mas os maiores visitantes do litoral brasileiro ainda estão longe de deixar o País. Fugindo do frio inverno dos mares da Antártica, as baleias jubarte e franca buscam as águas mais quentes da nossa costa, concentrando-se principalmente nos estados da Bahia e Santa Catarina, por onde ficam até o mês de novembro.

Em seus saltos, as baleias chegam a colocar dois terços de seus corpos de até 16 metros de comprimento para fora da água  Sergio Moraes/Reuters

São esperadas cerca de 15 mil baleias jubarte no litoral brasileiro e 90% delas estarão na região do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. A 70 km da costa, nas águas rasas que cercam as cinco ilhas vulcânicas que formam o arquipélago, a espécie encontra as condições ideais para procriar e amamentar os filhotes.

A grande maioria das baleias é da espécie jubarte, que se concentram principalmente no litoral da Bahia  Divulgação/Instituto Baleia Jubarte

A principal porta de acesso a Abrolhos é a cidade de Caravelas (BA). É de lá que saem os barcos que levam os turistas para a observação das jubarte.  O passeio pode ser um bate-volta ou durar mais dias, com os passageiros dormindo a bordo. Outros pontos de saída são: Praia do Forte, Itacaré, Barra Grande, Morro de São Paulo, Porto Seguro, Prado e Cumuruxatiba. Nessas últimas, o tour dura em média quatro horas, vasculhando o mar baiano em busca dos cetáceos.

Cerca de 90% das baleias jubarte que visitam o litoral brasileiro seguem para o arquipélago de Abrolhos, onde encontram condições ideais para reprodução e amamentação dos filhotes

A ilha de Siríba é a única de Abrolhos em que os turistas podem desembarcar, já que as demais permanecem como reserva natural. Nos períodos de maré baixa, uma trilha de 1.600m contorna a ilha, em uma visita à geologia, flora e fauna da região, que é local de desova de um grande número de aves.

Mas é no mar que estão as principais atrações do arquipélago. Além da extensa biodiversidade marinha, com colunas de corais que chegam a 20 metros de altura, conhecidas como chapeirões, nada se compara ao espetáculo apresentado pelas jubarte. Elas saúdam os turistas com acrobacias e saltos em que chegam a expor até dois terços do corpo.

Divulgação/Instituto Baleia Jubarte

Baleia se exibe em frente às ilhas que compõe o arquipélago de Abrolhos

Com até 16m de comprimento e 40 toneladas — peso equivalente a 42 carros populares, as baleias dão à luz filhotes com quatro metros e 1,5 tonelada. Os bebês são amamentados até que tenham condições de rumar de volta ao sul do planeta, para se alimentarem nas águas frias e ricas em alimento que banham a Antártica.

Para não atrapalhar o ciclo dos cetáceos, é importante respeitar os animais e o equilíbrio ecológico da região. Para isso, é fundamental contratar operadoras de turismo capacitadas para lidar com a observação das espécies marinhas. No site do projeto Baleia Jubarte é possível encontrar uma lista de empresas recomendadas.

Centro de visitantes do Instituto Baleia Jubarte na Praia do Forte, litoral norte baiano, ensina aos turistas a importância da preservação das baleias  Divulgação/Instituto Baleia Jubarte

É importante também que os barcos respeitem regras como: não aproximar-se a menos de 100m das baleias; desligar as hélices do barco durante o período de observação; não permanecer mais de 30 minutos próximo às baleias e respeitar o limite de velocidade. As embarcações devem ter sempre um biólogo a bordo, que, além de coletar informações para pesquisas, ajuda a orientar os turistas e tripulantes.

Foi pelo descumprimento de regras como essas que, em 2013, o Ministério Público Federal acatou uma denúncia da ONG Sea Shepherd Brasil, culminando na suspensão de passeios embarcados para avistamento de baleias no litoral de Santa Catarina, na área que compreende a APA Baleia Franca, entre Florianópolis e a cidade de Balneário Rincão. De acordo com a decisão da justiça, a suspensão da atividade deve ser mantida até que sejam feitos estudos de viabilidade ambiental e que haja o licenciamento ambiental da atividade, o que ainda não ocorreu.

A boa notícia, porém, é que isso não impossibilita o avistamento, de terra firme, das baleias franca, conta Eduardo Renault, biólogo do Projeto Baleia Franca (www.baleiafranca.org.br). “Elas costumam ficar na zona de arrebentação, então dá para ver principalmente em Imbituba, com maior incidência nas praias da Ribanceira e Ibiraquera, e na Costa do Embaú”. São esperadas de 100 a 120 baleias franca no litoral brasileiro esse ano, sendo em setembro o pico da temporada de avistamento.

Fonte:UOL

Felipe Floresti

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